Voar para trás – I parte
Voar para trás
És capaz?
De lado,
esquerdo
direito.
Mas nunca de frente
Que não se sabe o que lá vem.
E marrar assim,
de repente
com o desconhecido
não convém....
De lado se vai espreitando
apalpando
com o que vê
não se sente.
Tentando adivinhar,
reinventando
profecias impossíveis
se não voa...
De frente,
como a gente
que leva tabefos
da vida.
Que lhe aparece assim de repente
do lado esquerdo,
do direito
Por andar a direito,
Quem sabe...
Voar de trás,
O que ficou
já não se recorda
E revive-senum cemitério de emoções
num álbum da vida
reinventada,
pintada
com as cores
cheiros e sabores
que gostaríamos
de ter sido,
vivido
E não vive
Quem recorda.


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